Historia: Jack Dawson (Leonardo DiCaprio) é um jovem aventureiro que, na mesa de jogo, ganha uma passagem para a primeira viagem do transatlântico Titanic. Trata-se de um luxuoso e imponente navio, anunciado na época como inafundável, que parte para os Estados Unidos. Nele está também Rose DeWitt Bukater (Kate Winslet), a jovem noiva de Caledon Hockley (Billy Zane). Rose está descontente com sua vida, já que sente-se sufocada pelos costumes da elite e não ama Caledon. Entretanto, ela precisa se casar com ele para manter o bom nome da família, que está falida. Um dia, desesperada, Rose ameaça se atirar do Titanic, mas Jack consegue demovê-la da ideia. Pelo ato ele é convidado a jantar na primeira classe, onde começa a se tornar mais próximo de Rose. Logo eles se apaixonam, despertando a fúria de Caledon. A situação fica ainda mais complicada quando o Titanic se choca com um iceberg, provocando algo que ninguém imaginava ser possível: o naufrágio do navio.

Resenha: Rever um filme sempre gera descobertas. O conhecimento prévio da história permite um olhar mais apurado aos detalhes, fazendo saltar aos olhos informações que, de início, passaram despercebidas. A experiência do espectador por vezes é essencial, de forma que apenas com a vivência é possível entender melhor certas sensações. Da mesma forma, a passagem de tempo pode ser crucial, taxando um filme como datado de forma inapelável. Por tudo isto, rever Titanic 15 anos após seu lançamento é uma experiência e tanto. De viagem no tempo, especialmente para quem pôde assisti-lo em 1998, de análise sobre a carreira dos envolvidos após o sucesso e, principalmente, sobre o impacto desta história de amor em meio a um típico filme catástrofe. Para compreender o porquê de Titanic é necessário voltar um pouco no tempo, para a década de 90. Período em que os filmes catástrofes voltaram à moda em hollywood, tendo em Roland Emmerich (Independence Day, Godzilla) seu ícone maior. Com os estúdios dispostos a investir pesado em efeitos especiais elaborados, a fórmula do gênero apontava para um elenco formado por atores em ascensão ou de segundo escalão. Leonardo DiCaprio e Kate Winslet se enquadravam nesta categoria. Ambos já tinham indicações ao Oscar – ele por Gilbert Grape - Aprendiz de um Sonhador, ela por Razão & Sensibilidade -, eram belos, jovens e com salário inferior aos das grandes estrelas da época. Escolhas precisas, tanto pelo lado artístico quanto pelo financeiro. No comando da dupla estava James Cameron, já consagrado pela série O Exterminador do Futuro, na época com apenas dois filmes. Foi ele o grande pulo do gato da produção.
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